Blinken afirma que EUA apoiarão futuro governo sírio, se ele for transparente e respeitar normas internacionais
“Estamos dispostos a oferecer todo o apoio necessário às diversas comunidades e setores da população da Síria”, iniciou o secretário, acrescentando que a condição inegociável para isso, entretanto, é que se trate de “uma governança credível, inclusiva e não sectária, que cumpra com as normas internacionais”.
“O povo sírio decidirá o futuro da Síria. Todos os países devem se comprometer a apoiar um processo inclusivo e transparente, e se abster de toda interferência externa”, completou.
Nesse sentido, Blinken detalhou os princípios básicos que as futuras autoridades de Damasco deverão seguir, com um papel crucial no desenvolvimento do país e da região no futuro próximo. Por exemplo, mencionou que as novas autoridades deverão respeitar e fazer respeitar os direitos das minorias, facilitar o fluxo de ajuda humanitária no território, impedir que o país se torne uma base para o terrorismo e uma ameaça tanto para o povo sírio quanto para os outros países, além de destruir de forma segura as armas químicas ou biológicas que ainda possam estar no território.
Caso contrário, e se resultar apenas na “substituição de um tirano por outro”, alertou Blinken, “uma oportunidade histórica será perdida” para a Síria e para a região.
Os Estados Unidos comemoraram no domingo a queda do regime de Bashar al-Assad, considerando-a não apenas uma vitória para o povo sírio, mas também uma derrota significativa para a Rússia e o Irã, seus principais aliados nos últimos anos.
No entanto, a transição política liderada pelo grupo islamista Hayat Tahrir al-Sham (HTS) tem gerado grandes dúvidas na Casa Branca, que teme que a luta pelo poder entre os rebeldes jihadistas possa fragmentar o país ou gerar outro vácuo que favoreça o ressurgimento do Estado Islâmico.
De fato, na véspera, o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, já havia antecipado que a Casa Branca buscaria manter conversas com todos os grupos-chave dentro do país, seja de forma direta ou indireta, com o objetivo de contribuir para um processo democrático e reduzir os riscos de um cenário contrário.
Por enquanto, o Conselho de Ministros sírio decidiu entregar o comando do país a Mohamed Al Bashir, nomeando-o primeiro-ministro interino da transição, cargo que ocupará até 1º de março.
Embora não tenham sido divulgados mais detalhes sobre o anúncio, Washington permanece otimista e “observando” o desenrolar dos acontecimentos.
No entanto, Blinken fez um apelo à comunidade internacional para que não seja indiferente e “desempenhe um papel” ativo e relevante no assunto, demonstrando seu “compromisso com os direitos de todos os sírios, o Estado de direito e a proteção de todas as religiões e minorias étnicas”.
Gazeta Brasil
(Com informações de EFE, Europa Press e Reuters)
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